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DESTINO #8: SYDNEY VOLTA AO MUNDO ONEWORLD

 

Back to the future… Hello there, Australia! How’s it going?

Por aqui, devo confessar, as coisas não estão lá muito bem, não. Esta é a penúltima parada da Volta ao Mundo oneworld, muito tempo longe de casa e a saudade da família e das minhas cachorras dá aquela apertada… Mas não, nem é por isso que as coisas não estão 100%, não. Até porque está faltando só um pouco pra voltar!

O problema é você, Sydney. Eu achei que ia chegar aqui, encontrar bichos bizarríssimos, comer ribs e beber refrigerante até explodir, ver a Opera House – que na minha cabeça era gigantesca, mas olha, de perto é só “normal” mesmo –, a Harbour Bridge, o aquário, coalas, cangurus… E pronto, seria mais uma cidade linda pra conta, mais uma cultura diferente e vamos para o próximo!

Mas, Sydney… Você nem tem tantas coisas assim pra ver. Os bichos ficam um pouco mais afastados e os “cartões postais” ficam bem pertinho um do outro! Só que você é uma cidade pra viver, Sydney, não pra ver. Um pouco cara, é verdade, mas a todo momento, de todo canto, você mostra a Opera, mostra a ponte e diz “bom, isso você já viu, agora vai viver!”.

E foi exatamente o que eu fiz.

Caminhei, andei de trem, fui no cinema que tem a maior tela do mundo, fui ver ornitorrinco no aquário com o Silvino, tirei selfie com um coala, virei amigo de canguru, wallabies, conheci o wombat, o TAZ!, as Três Irmãs, aprendi que os pubs são chamados de hotel e que, às vezes, você pode querer só tomar um pint num deles e ser servido por uma garçonete usando somente uma calcinha fio dental…

Fiz um tour a pé totalmente grátis pelo centro da cidade, onde aprendi um pouquinho da história da cidade e do país, vi onde gravaram “Matrix” e “Superman – O Retorno” e aprendi por que o “coat of arms” do país tem um canguru e um emu (são bípedes e não podem andar pra trás!).

Tentei encontrar a Mione em Kings Cross, estação de trem (aqui não tem metrô!) que fica bem no meio do bairro das baladas, inferninhos e coisas assim – uma espécie de Rua Augusta pra quem conhece São Paulo.

Comi torta, comi canguru (com muita dor no coração, eu confesso), comi caranguejo de casca mole, comi crocodilo, comi steak, comi pão de banana (e não cheguei nem perto de ver o tal do pão que a gente diz que é australiano). :D

Fui pra Bondi Beach, vi surfistas, ondas enormes, me molhei todo caminhando pelas pedras, fiquei com aflição da altura que estava, fiquei babando com a vista e morrendo de vontade de mergulhar na piscina meio natural, de água do mar – mas com raias para nadar como se fosse a do seu prédio…

Reencontrei a Andrea depois de QUINZE ANOS sem vê-la: ela estudou comigo no colégio, foi meu par em alguma festa junina, mas saiu ainda no primeiro colegial – ou primeiro ano do ensino médio, como é conhecido agora. Se não fossem as fotos e relatos desta Volta ao Mundo oneworld, isso jamais teria acontecido – assim como várias coisas desta visita à Austrália.

Fui fazer churrasco em Coogee Beach, que tem churrasqueiras elétricas públicas (assim como a maioria das outras praias) para que você chegue com suas carnes (ou o que for), prepare-as e passe um dia tranquilo na praia.

Conheci italianos, australianos e brasileiros. Conheci uma espécie de Europa moderna, construindo a sua própria história. Percebi tantas coisas básicas que poderiam funcionar em qualquer outro país, mas que por razões que fogem ao nosso conhecimento, não funcionam…

Sabe, Sydney… Você foi a nona cidade que conheci nesta Volta ao Mundo oneworld. Me diverti em muitas delas, aprendi muito com elas, mudei muito olhando pra elas. Todas cheias de coisas pra ver, todas cheias de coisas pra me mostrar… Mas você, linda desse jeito, resolveu me fazer viver, me fazer te aproveitar ao máximo – como todas as cidades, aliás, deveriam fazer.

O hotel, pra mim, era só uma cama. E eu sei lá se não iria curtir dormir nos seus parques – como eu fiz, aliás, num sábado de sol de manhã, só porque sim.

Eu quero voltar pra grande maioria dessas cidades que conheci para poder aproveitá-las de outra maneira, ver coisas que não consegui, mas que sei que existem… Mas pra você eu não quero voltar, simplesmente porque eu não quero sair.

Mas eu preciso, que ainda há muito pra se fazer – voltar ao passado, conhecer Santiago, dar um abraço nas minhas cachorras… Então, vamos fazer assim: reserva uma quinta-feira qualquer dessas, que eu volto. E prometo não sair tão cedo.

Pode ser?

Thanks very much. <3

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